Homem, 62 anos de idade, previamente hígido, praticante de esportes, porém tabagista de longa data. Procura o urologista após um episódio de hematúria macroscópica. Relata ainda polaciúria há cerca de 4 meses. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, com abdome plano, indolor e sem massas palpáveis. O toque retal revela próstata fibroelástica, indolor, estimada em 40 g. Na investigação inicial: Ultrassonografia mostrou próstata de 37 g, discreto abaulamento do assoalho vesical, paredes vesicais preservadas e imagem polipoide de 17 mm em parede lateral direita da bexiga, próxima ao assoalho. PSA sérico: 6,2 ng/mL, com relação PSA livre/total de 11%. EAS confirmou hematúria e citologia oncótica urinária foi negativa. Ressonância magnética multiparamétrica da próstata confirmou lesão vesical e revelou nódulo PIRADS 4 no terço médio da próstata, à direita, medindo 5 mm. Biópsia prostática demonstrou adenocarcinoma de próstata Gleason 7 (4+3) em 4 de 14 fragmentos. Diante desse cenário clínico, assinale a alternativa que indica a conduta recomendada neste momento.
Questão de Cirurgia — Prova Universidade de São Paulo - USP (2026)
Alternativas
- A) Programar prostatectomia radical, preferencialmente por via robótica, associada à ressecção do pólipo vesical no momento da abertura do colo vesical.
- B) Realizar cistoscopia armada com ressecção da lesão vesical e, no mesmo ato, tratar o tumor de próstata, prostatectomia por via robótica.
- C) Realizar cistoscopia armada com possível ressecção transuretral da lesão vesical e, em momento posterior, programar o tratamento definitivo do adenocarcinoma de próstata.
- D) Proceder à cistoscopia armada com ressecção da lesão vesical e propor abordagem do adenocarcinoma prostático fazendo-se vigilância ativa.