Homem, 51 anos de idade, tabagista, com queixas de refluxo de longa data e disfagia progressiva há 4 meses, foi encaminhado para avaliação. Refere perda de 10% do seu peso habitual (86 kg anteriormente, para 77 kg no momento). Realizou os seguintes exames: Endoscopia digestiva alta: no terço distal do esôfago, a cerca de 36 cm da ADS, nota-se lesão vegetante, circunferencial, friável e estenosante, que impede a passagem do aparelho convencional (9,8 mm). Biópsia: adenocarcinoma moderadamente diferenciado. Tomografia de tórax e abdome: espessamento parietal do esôfago distal/transição esofagogástrica com pequenos linfonodos regionais, suspeitos para doença neoplásica. Linfonodos proeminentes no ligamento hepatogástrico e hilo hepático, medindo até 1,4 x 1,0 cm, suspeitos. PET-CT com 18F-FDG: hipercaptação na região do esôfago distal e em linfonodos regionais. Considerando o diagnóstico de adenocarcinoma de esôfago, assinale a alternativa correta.
Questão de Clínica Médica — Prova Universidade de São Paulo - USP (2026)
Alternativas
- A) A maioria dos casos de adenocarcinoma de esôfago é diagnosticada em estágio inicial, devido à vigilância do esôfago de Barrett, o que contribui para um prognóstico favorável.
- B) A incidência de adenocarcinoma de esôfago tem diminuído drasticamente nos países ocidentais e desenvolvidos nas últimas décadas, devido principalmente ao tratamento mais adequado da doença do refluxo gastroesofágico.
- C) Mundialmente, o adenocarcinoma de esôfago é o tipo mais comum de câncer esofágico pela sua grande correlação com a doença do refluxo, etilismo e tabagismo.
- D) O adenocarcinoma de esôfago tem prognóstico favorável se diagnosticado precocemente, mas a maioria dos casos é detectada em estágio avançado, tornando esta umas das neoplasias com maior letalidade em ambos os sexos.
